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Terapia anti-idade: método de alongamento de telômeros

25 de Maio de 2016

 

Por mais que pintemos nossos cabelos e utilizemos tratamentos para manter a pele livre de rugas, é inevitável: a idade chega para todos! E mesmo que ela possa ser disfarçada fisicamente, biologicamente não temos como escapar. Pelo menos não por enquanto!

A cada momento, novas divisões são realizadas por todas as células do nosso organismo, e, a cada uma dessas divisões celulares, nossos telômeros tornam-se mais curtos. Biologicamente falando, quanto mais curtos forem os telômeros de um organismo, mais próximo do fim este organismo estará.

Os telômeros (marcados em vermelho) protegem as extremidades dos cromossomos. Imagem: Reinhard Stindl, Wikimedia Commons.

Os telômeros são segmentos de DNA encontrados nas extremidades dos cromossomos e responsáveis por manter a estabilidade estrutural do material genético. Ao final de cada divisão celular, os telômeros perdem partes de sua estrutura, até o momento em que, após diversas divisões, estes se tornam pequenos demais para protegerem os cromossomos. Quando isto acontece, as células perdem a sua função ou morrem, encurtando o tempo de vida do organismo.

Por este motivo, estas estruturas sempre foram alvos de estudos contra o envelhecimento humano. Agora, A CEO da empresa americana BioViva, Elizabeth Parrish, utilizou a si mesma como organismo-teste para um novo método de terapia de rejuvenescimento. Em setembro de 2015, a CEO teve amostras de suas células sanguíneas analisadas e recebeu, logo em seguida, as terapias gênicas para realongar os telômeros.

Para analisar os resultados das terapias, os telômeros são analisados a partir dos linfócitos T das amostras sanguíneas, recebendo então uma "nota", de acordo com seu tamanho. Seis meses após a aplicação dos tratamentos, novas amostras foram coletadas, e a análise dos telômeros das células de Elizabeth demonstrou que, a princípio, as terapias realmente funcionam!

A cada nova divisão celular, os telômeros tornam-se mais curtos. A nova terapia promete realongar os telômeros envelhecidos. Imagem traduzida de: Universidade de Liège.

Segundo os pesquisadores responsáveis, os telômeros, que possuíam 6.71kb em setembro do ano passado, passaram a apresentar um tamanho médio de 7.33kb após as terapias, o que representaria um rejuvenescimento celular de aproximadamente 20 anos! Segundo a empresa, novas amostras serão coletadas e constantemente analisadas, para que os resultados possam ser realmente confirmados.

Muito além das questões estéticas, o rejuvenescimento celular pode ser utilizado para combater doenças relacionadas ao envelhecimento humano, dentre elas o mal de Parkinson e de Alzheimer, doenças que até então não possuem cura e são de difícil tratamento.

A princípio, o tratamento é efetivo apenas quando utilizado em células sanguíneas. Porém, caso novos estudos resultem no desenvolvimento de terapias para os demais tecidos e órgãos, este pode tornar-se um real tratamento contra o envelhecimento celular!

Fonte: BioViva Inc.


 

Os telômeros podem aparecer na sua prova de Biologia do ENEM e demais vestibulares em questões envolvendo divisão celular, cromossomos, envelhecimento e diversas doenças, como mal de Parkinson, Alzheimer e Câncer. Veja abaixo uma questão discursiva que caiu na prova da Universidade Federal do Ceará.

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) proibiu a venda e a utilização de equipamentos para bronzeamento artificial no Brasil. A Sociedade Brasileira de Dermatologia solicitava a proibição, alertando sobre o risco de câncer de pele.

As células somáticas que sofreram mutação podem tornar-se malignas (cancerosas). Elas perdem o controle sobre a divisão celular e passam a expressar o gene da telomerase. Qual a consequência da ativação dessa enzima na reprodução dessas células?

 

Resposta: A telomerase é uma enzima que tem como função, adicionar sequências definidas e repetitivas de DNA, os telômeros, à extremidade dos cromossomos. A ativação da telomerase nas células cancerosas evita que seus cromossomos encolham ao perderem seus telômeros em cada duplicação, permitindo que continuem a se reproduzir de forma indefinida. Isso porque que a perda dos telômeros é importante para a idade celular e a reposição deles promove uma perpetuação das células, fazendo com que as células cancerígenas não morram.

 

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