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Super-humanos: seria essa a geração do futuro?

07 de Março de 2018

Pertinho do lançamento do esperado filme dos Vingadores, os pesquisadores também estão cada vez mais próximos de lançarem uma geração de super-humanos. Calma... Não que  essa seja a intenção deles, mas a edição genética promete reverter o quadro de doenças hereditárias incuráveis, em um futuro que pode estar próximo.

Imagine que você pode ter as características que deseja, em um mundo livre de doenças ou limitações físicas. Ou que você vai ter um filho, e que ele vai poder ser do jeito que você sempre sonhou. Imaginou? Por mais que pareça, não estou inventando esse papo todo... Poder eliminar doenças que possuem a cura desconhecida, e que causam tanto sofrimento, seria maravilhoso! Se você está ligado (a) nas notícias da atualidade, sabe que eu estou falando de uma técnica que já existe, e que vem dando muito o que falar nos últimos anos. A polêmica do método é principalmente por conta dos seus possíveis usos indevidos e tendenciosos. Estou falando da edição de DNA, que traz com ela a discussão e a esperança para novos e revolucionários tratamentos para doenças fatais ou sem cura!

A prova disso é a CRISPR-Cas9, também conhecida como tesoura genética. Ela é capaz de modificar e “corrigir” diferentes genes de um ser vivo, imitando um processo natural que as bactérias utilizam para se proteger de vírus invasores. Desenvolvida em 2012, seu primeiro uso em embriões humanos foi na China, em 2015. Na ocasião, os pesquisadores modificaram o gene responsável pela β-talassemia, uma doença do sangue que é potencialmente fatal. Ainda que o experimento não tenha apresentado um resultado satisfatório, neste mesmo ano, a CRISPR foi considerada a maior inovação científica pela revista Science. No ano seguinte, em 2016, o Reino Unido liberou sua utilização em pesquisas com embriões humanos, e em agosto de 2017, foi o ano dos Estados Unidos e da Coreia do Sul realizarem seus experimentos.

Nos Estados Unidos, os pesquisadores foram capazes de remover – definitivamente – uma doença cardíaca hereditária. A Cardiomiopatia Hipertrófica (HCM) afeta 1 em cada 500 adultos, e seu aparecimento está associado a mutações em um gene. Quem possui esse gene, tem 50% de chance de transmitir a doença aos seus descendentes. Mas se os embriões tiverem a doença “removida” do seu DNA, seus descendentes estariam livres dos problemas cardíacos genéticos, e a doença seria eliminada da família. O experimento teve sucesso, mas por conta das implicações éticas, os embriões utilizados foram descartados.

E os avanços não param por aí...

Apesar de não noticiar nada em seu site oficial, a edição de DNA parece ter chegado também na Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos Estados Unidos, a DARPA. A Agência possui um orçamento de quase US $ 2 bilhões por ano, e de acordo com alguns jornais estrangeiros, estaria investindo no exército do futuro. Os soldados seriam capazes de correr a velocidades olímpicas, sobreviver vários dias sem comida ou sem dormir, transportariam grandes pesos, e até mesmo teriam membros mutilados por bombas, regenerados. Louco e ousado, não acha?! Se é verdade ou não, só saberemos no futuro.

Em outubro de 2017, cientistas da Universidade de Harvard desenvolveram a técnica do “lápis genético” – um novo tipo de CRISPR que atua de modo mais preciso, em doenças causadas por mutações pontuais no DNA. Além de ser reversível, a técnica pode diminuir respostas inflamatórias, auxiliando uma recuperação pós-cirúrgica ou prevenindo doenças como o Alzheimer. Ela pode ser um caminho mais curto para que se desenvolvam tratamentos de doenças causadas por mutações pontuais, podendo trazer desde o alívio dos sintomas, até quem sabe, a cura completa.

E a questão ética, Jubilut?

Os pesquisadores que utilizam a técnica, explicam que a intenção não é editar ou modificar genomas a níveis estéticos, mas continuar corrigindo problemas que afetam o bom funcionamento do organismo. Aperfeiçoada, a edição de DNA poderia representar a solução para muitas das doenças que não possuem tratamento eficaz, ou mesmo cura. Uma coisa é certa: antes que algo, além de pesquisas e experimentos, seja permitido, uma ampla discussão deve ser gerada, e as implicações éticas devem ser bem discutidas. Diante de tudo o que eu contei pra você, qual a sua opinião?

Fonte: Daily Mail, Acitvist Post




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