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Relatório alerta sobre os riscos de se comer placenta

04 de Julho de 2017

Engana-se quem pensa que somente o mundo da moda possui tendências. A onda de uma mãe (e consequentemente também o bebê recém-nascido) comer a própria placenta tornou-se popular nos Estados Unidos e ganhou espaço no mundo inteiro. A prática chamada de placentofagia, alega muitos benefícios que incluem menores chances de depressão pós-parto e um aumento na produção do leite materno, já que a placenta possui vitaminas, nutrientes e hormônios. Junto com a tendência, surge também um novo alerta: a placentofagia pode expor o bebê recém-nascido a bactérias infecciosas.

Um relatório recente do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, trouxe à tona o assunto após um caso clínico ocorrido no ano passado. No relatório, um recém-nascido saudável, alguns dias após o seu nascimento, desenvolveu uma infecção sanguínea bacteriana grave que o colocou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e o sob risco de morte. Após alguns questionamentos à mãe da criança, os médicos descobriram que a mãe estava tomando comprimidos de placenta desidratada. Até aí sem problemas, já que os defensores da prática alegam somente benefícios. Mas as análises e as investigações solucionaram o caso, expondo o risco que os recém-nascidos podem estar expostos.

As placentas desidratadas e encapsuladas viraram tendência no mundo inteiro e os médicos alertam seu risco para a saúde da mãe e do bebê. Crédito:Nick Lundgreen | Shutterstock

Na análise sanguínea do recém-nascido e nas cápsulas desidratadas de placenta foram encontradas GBS (Estreptococo do Grupo B), uma bactéria que faz parte da microbiota humana (bactérias que “vivem harmonicamente” com nosso organismo) e que, a princípio, é inofensiva aos adultos saudáveis, mas que em grande quantidade pode ser perigosa a gestantes e recém-nascidos. De acordo com a pesquisa, as cápsulas de placenta podem aumentar o nível de GBS no intestino e/ou pele da mãe, e com isso a criança torna-se mais suscetível à uma infecção.

No relatório, os pesquisadores chamam atenção sobre a fabricação das cápsulas: como não há um padrão de fabricação, a placenta pode não ser devidamente aquecida (de 46°C a 71°C) durante o processo de desidratação e com isso agentes infecciosos podem acabar sobrevivendo. Alertam ainda que a placenta não fornece níveis extraordinários de ferro: a carne bovina possui níveis maiores, expondo menos a saúde do recém-nascido e da mãe.

Sendo assim, até que se prove o contrário, os médicos não recomendam a placentofagia. Enquanto não houverem estudos aprofundados sobre os riscos e benefícios do consumo, e padrões rigorosos sobre o processamento e encapsulamento da placenta, a prática deverá ser evitada para não expor a mãe e o bebê a riscos desnecessários.

Fonte: Journal of Midwifery & Women’s Health, CDC.


 

Questões sobre os anexos embrionários podem aparecer no seu vestibular ou no ENEM. Confira uma questão que caiu no vestibulardo IFSC:

Anexos embrionários são estruturas que derivam dos folhetos germinativos do embrião, mas que não fazem parte do corpo desse embrião. Os anexos embrionários são: vesícula vitelina (saco vitelínico), cordão umbilical, âmnio (ou bolsa amniótica), cório e alantoide. Com base na figura acima e com relação à placenta e aos anexos embrionários, assinale a soma da(s) proposição(ões) CORRETA(S).

01) O cordão umbilical é um anexo embrionário exclusivo de mamíferos.   

02) A placenta é um órgão constituído tanto de tecidos materno quanto fetais (cordão umbilical) que possuem a função de transportar nutrientes e oxigênio da circulação da mãe para o feto. O sangue da mãe se mistura com o do feto, uma vez que os vasos sanguíneos de ambos são contínuos.   

04) O âmnio é uma membrana que envolve completamente o embrião, delimitando uma cavidade denominada cavidade amniótica. Essa cavidade contém o líquido amniótico, cujas funções são proteger o embrião contra choques mecânicos e dessecação.   

08) O alantoide é uma bolsa contendo substâncias de reserva energética (vitelo), responsável pela nutrição do embrião. Nos mamíferos placentários, o alantoide possui pequenas dimensões, sendo a nutrição desempenhada pela placenta.   

16) O cório é o anexo embrionário mais externo, presente em répteis, aves e mamíferos.   

 

Resposta: Somatório 21 (01+04+16). [02] Falsa. A circulação materna é separada da circulação fetal. [08] Falsa. Em mamíferos placentários e marsupiais o alantoide é atrofiado.




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