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O que bactérias têm a ver com nosso bem estar psicológico?

08 de Dezembro de 2015

Nosso trato gastrointestinal é habitado por centenas de espécies de bactérias – conhecidas como microbiota – que exercem um papel importantíssimo na nossa saúde. A relação entre o homem e sua microbiota é chamada de mutualismo, o que significa que esta relação é vantajosa tanto para o homem quanto para as bactérias.

Enquanto provemos a elas casa e comida, elas nos auxiliam no desenvolvimento do intestino, proteção contra patógenos, síntese de vitaminas, absorção de nutrientes e digestão.

                                                      Existe um verdadeiro ecossistema de bactérias dentro de nós. Crédito: Pixabay

Mas o papel desse ecossistema de microrganismos, que vive dentro de cada um de nós vai além, podendo também influenciar nossa função cerebral. Isso porque ele é responsável pela produção de grande parte das substâncias neuroquímicas– como serotonina e dopamina – que o cérebro utiliza para regular alguns processos, como aprendizagem, memória e humor.

Estudos têm mostrado que a relação entre o hospedeiro – o homem – e sua microbiota é uma via de mão dupla, além de ser bastante complexa. Não é apenas a microbiota que pode afetar o hospedeiro, mas o inverso também.

Um estudo publicado na revista Nature Communications mostrou que altos níveis de stress podem alterar a composição de bactérias intestinais, que por sua vez podem influenciar o desencadeamento de transtornos psiquiátricos, como ansiedade e depressão.

Há ainda estudos que relacionam o desequilíbrio da microbiota intestinal com distúrbios comportamentais que algumas pessoas com autismo apresentam, como irritabilidade, agressividade, distúrbios de sono, entre outros.

Tais estudos contribuem para o avanço no entendimento do funcionamento da relação entre o homem a suas bactérias simbiontes. Além disso, indicam que a administração oral de probióticos – microorganismos vivos não patogênicos – pode representar uma alternativa ao uso de medicamentos para estes distúrbios psiquiátricos.

­­­­Fontes: Science Direct e Nature




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