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Lucy provavelmente morreu ao cair de uma árvore

01 de Setembro de 2016

Já se passaram 3,18 milhões de anos desde que Lucy ‒ hoje um dos mais antigos e completos fósseis de hominídeos ‒ morreu, e o motivo de sua morte sempre foi um mistério. Agora, pesquisadores da Universidade do Texas finalmente obtiveram pistas sobre este enigma da ciência: provavelmente, foi a queda de cima de uma árvore que tirou a vida de Lucy. O estudo foi publicado na prestigiada revista científica Nature.

Lucy é um dos mais antigos e mais completos fósseis de hominídeos.

Esta hipótese surgiu após os ossos de Lucy ‒ que são mantidos no Museu Nacional da Etiópia ‒ serem analisados através da técnica de tomografia computadorizada na Universidade do Texas. Analisando as imagens, os pesquisadores notaram que algumas fraturas não poderiam ser explicadas apenas pelo processo de fossilização, sendo muito similares às que são causadas quando uma pessoa sofre uma queda de uma altura relativamente alta. Geralmente, impactos que são fortes a ponto de causar múltiplas fraturas ao mesmo tempo são também capazes de danificar os órgãos internos, o que provavelmente teria levado Lucy à morte.

Mas como é possível afirmar que a queda ocorreu do alto de uma árvore?

É claro que não é possível afirmar com certeza, afinal, ninguém estava lá para confirmar. Entretanto, alguns fatores levam a esta hipótese. O primeiro deles é que, apesar de possuírem algumas adaptações a hábitos arborícolas ‒ como curvaturas nos dedos das mãos ‒, os Australopithecus afarensis (espécie de Lucy) possuíam também adaptações ao bipedalismo. Isto pode ter comprometido a habilidade dos indivíduos escalarem árvores de forma eficiente e tornado a espécie propensa a quedas frequentes. Além disso, reconstruções baseadas em fósseis, pólen e solo indicam que o habitat em que Lucy vivia provavelmente era um bosque de savana, com árvores de grande porte.

Inferindo o provável comportamento de Lucy através dos chimpanzés (os primatas atuais mais similares a Lucy em tamanho e adaptações morfológicas), os pesquisadores sugerem que ela teria caído de uma altura estimada entre 7 e 23 metros e atingido o solo a uma velocidade próxima de 60 km/h ‒ que está dentro do intervalo conhecido por causar impactos fatais em seres humanos. Além disso, uma análise mais profunda dos padrões das fraturas também indica que, provavelmente, Lucy teria caído de pé e depois tentado se proteger da queda com os braços e, em seguida, batido de frente com o corpo no chão.

Reconstrução da queda de Lucy. As setas indicam a sequência de fraturas e os ossos afetados. Fonte: Nature.

Os autores do trabalho ainda acrescentam que outros estudos como este podem nos levar a compreender aspectos importantes sobre evolução e sobre como viviam e morriam nossos primos já extintos.

Fonte: Nature.


 

Evolução e Origem da Vida estão entre os assuntos que mais caem no ENEM, portanto, questões sobre Evolução Humana podem aparecer na sua prova de Biologia do ENEM e demais vestibulares. Veja abaixo uma questão que caiu na prova da ACAFE deste ano!

 

Nova espécie de Hominídio é descoberta próxima ao fóssil da Lucy.

Lucy, o fóssil mais famoso do mundo, que revelou aos cientistas a espécie Australopithecus afarensis, tem um vizinho. Próximo ao local onde este fóssil foi desenterrado, uma equipe de pesquisadores encontrou outro fóssil. Mandíbulas e dentes fossilizados foram encontrados no norte da Etiópia e demonstra uma antiga relação humana. Os pesquisadores dizem que este fóssil vivera na mesma época que Lucy, mas que é uma espécie distinta. A nova espécie, que foi apelidada de Australopithecus deyiremeda, viveu entre  milhões e  milhões de anos atrás.

Fonte: Biologia na Web, 31/05/2015.

Sobre o tema, analise as afirmações a seguir.

I. Em oposição ao criacionismo, a teoria evolucionista parte do princípio de que o homem é o resultado de um lento processo de alterações (mudanças). Evidências como fósseis, ferramentas, armas, vestimentas, entre outras, indicam como ocorreu a evolução humana, culminando no Homo sapiens atual.

II. O sistema de nomenclatura científica atual identifica cada espécie por dois nomes em latim: o primeiro, em maiúscula, é o gênero, o segundo, em minúscula, é o epíteto específico. A partir da segunda vez que se escreve o nome de determinada espécie, o gênero pode se apresentar abreviado, como por exemplo: Australopithecus afarensisA. afarensis.

III. A ocorrência e acúmulo de mutações na sequência genética de um organismo pode ser um dos fatores evolutivos. As mutações são predominantemente aleatórias e podem ocorrer naturalmente através de erros no processo de replicação do DNA, ou através da ação de fatores mutagênicos, tais como produtos químicos, radiação ou fatores biológicos.

IV. Mutação neutra é toda mutação que ocorre no código genético sem alterar o produto gênico. Esse tipo de mutação é possível devido ao código genético ser degenerado e redundante, ou seja, um códon pode codificar mais de um aminoácido, porém, um aminoácido possui apenas um códon.

V. Durante o processo evolutivo pode-se perceber um aumento da complexidade do sistema nervoso humano. O encéfalo humano encontra-se localizado no interior do crânio, protegido por um conjunto de três membranas, que são as meninges. As principais células que o constituem chamam-se neurônios. Estes apresentam uma região denominada de corpo celular, de onde partem numerosos prolongamentos, os axônios, e um dendrito, que é envolto pela bainha de mielina.

Todas as afirmações corretas estão em:

a) II - III - IV   

b) I - II - III   

c) III - IV   

d) IV - V   

 

Resposta: alternativa b. [IV] Incorreta: O código genético universal impõe que um determinado códon especifique um aminoácido durante a síntese de uma proteína. A degeneração do código determina que diferentes sequências de nucleotídeos codifiquem o mesmo aminoácido. [V] Incorreta: O corpo celular de um neurônio possui inúmeros dendritos. Essas ramificações recebem estímulos de outros neurônios e do ambiente.

 

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