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Pesquisadores descobrem que a inibição de uma proteína impede a dispersão da leucemia

21 de Julho de 2017

A leucemia mielogênica aguda é uma doença extremamente agressiva e um dos cânceres com menor taxa de recuperação: apenas 24% das pessoas que possuem a doença sobrevive. A leucemia afeta o crescimento de células sanguíneas, reduzindo a produção de glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas do paciente. Atualmente, diferentes tratamentos podem ser utilizados na luta contra a leucemia, porém grande parte destes afeta todo o organismo, como é o caso das terapias quimioterápicas, que, além de destruírem as células tumorais, destroem também as células saudáveis do organismo.

Devido a gravidade da doença, pesquisadores de todo o mundo buscam por tratamentos novos, mais eficientes e menos agressivos, como é o caso de um grupo de pesquisadores da Austrália. Eles identificaram uma proteína que parece ser crucial para a dispersão da leucemia em células sanguíneas, e sua descoberta pode resultar em avanços para o tratamento da doença.

A estrutura molecular da proteína Hhex, inibida no estudo. Créditos: Emw

A proteína chama-se Hhex. Ela foi identificada a partir de uma série de experimentos com roedores, através de modernas técnicas moleculares, como a CRISPR-CAS9, citometria de fluxo e diferentes técnicas de PCR – reação em cadeia da polimerase. Utilizando-se destas técnicas, os pesquisadores inibiram a produção da proteína e analisaram as alterações  resultantes em indivíduos com leucemia.

Segundo os pesquisadores, a inibição da produção de Hhex impede a dispersão da doença. Normalmente, nosso organismo consegue identificar quando uma célula foge do controle e divide-se descontroladamente, induzindo sua destruição e controlando a dispersão de possíveis células tumorais. A proteína Hhex, porém, inibe este mecanismo de proteção do organismo e o seu “desligamento” poderia facilitar o tratamento de doenças cancerígenas.

Os resultados da pesquisa indicam, ainda, que a inibição da proteína não resulta em grande alterações no indivíduo, podendo portanto ser inibida como uma forma de tratamento contra a leucemia, sem os graves efeitos colaterais resultantes dos tratamentos convencionais. Segundo os pesquisadores, seus resultados são bastante promissores e podem indicar o início de uma nova era no tratamento da leucemia. Novos estudos necessitam ser realizados para que os reais efeitos – e os possíveis efeitos colaterais – da inibição desta proteína possam ser comprovados.

Fonte: Genes & Development


 

Questões sobre este assunto podem aparecer no ENEM e demais vestibulares. Veja abaixo uma questão que apareceu no vestibular da FGV:

VÍTIMAS DE HIROSHIMA NO BRASIL SERÃO INDENIZADAS. Os três homens, que pediram para não ser identificados, vão receber US$ 24,7 mil, decidiu um tribunal japonês.

            ("Folha de S.Paulo", 09.02.2006)

Emília interessou-se pela notícia. Afinal, acreditava que seu único filho, Mário, portador de hemofilia do tipo A, a mais grave delas, era uma vítima indireta da radiação liberada pela bomba. Emília havia lido que a doença é genética, ligada ao sexo, e muito mais frequente em homens que em mulheres.

O sogro de Emília, Sr. Shiguero, foi um dos sobreviventes da bomba de Hiroshima. Após a guerra, migrou para o Brasil, onde se casou e teve um filho, Takashi. Anos depois, o Sr. Shiguero faleceu de leucemia.

Emília, que não tem ascendência oriental, casou-se com Takashi e atribuía a doença de seu filho Mário à herança genética do avô Shiguero.

Depois da notícia do jornal, Emília passou a acreditar que seu filho talvez pudesse se beneficiar com alguma indenização. Sobre suas convicções quanto à origem da doença de Mário, pode-se dizer que Emília está

a) correta. Do mesmo modo como a radiação provocou a leucemia do Sr. Shiguero, também poderia ter provocado mutações nas células de seu tecido reprodutivo que, transmitidas à Takashi, e deste à se filho, provocaram a hemofilia de Mário.   

b) correta. A hemofilia ocorre mais frequentemente em homens, uma vez que é determinada por um alelo no cromossomo Y. Deste modo, Mário só pode ter herdado esse alelo de seu pai, que, por sua vez, o herdou do Sr. Shiguero.   

c) apenas parcialmente correta. Como a hemofilia é um caráter recessivo e só se manifesta nos homozigotos para esse alelo, a doença de seu filho Mário é causada pela presença de um alelo herdado pela via paterna e por outro herdado pela via materna.   

d) errada. Como a hemofilia é um caráter dominante, se seu filho Mário tivesse herdado o alelo do pai, que o teria herdado do Sr. Shiguero, todos seriam hemofílicos.   

e) errada. É mais provável que a hemofilia de Mário seja determinada por um alelo herdado por via materna, ou que Mário seja portador de uma nova mutação sem qualquer relação com a radiação a que o Sr. Shiguero foi submetido.   

 

 

Resposta: alternativa e.




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