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As reações biológicas da paixão

12 de Junho de 2015

Ah, o amor está no ar! Mas, principalmente, o amor está na química das substâncias que percorrem o seu corpo, especialmente o seu cérebro. Leia abaixo alguns passos sobre o que acontece em nosso corpo, em nível celular e químico, que nos faz ficar apaixonados.

Hormônios sexuais

Os hormônios sexuais são parte importante da formação de laços. Até a adolescência não produzimos eles e, se você reparar, não estamos à procura de nada. Quando chegamos na adolescência, estes hormônios começam a ser produzidos e as primeiras cargas de testosterona e estrógeno fazem a gente ficar como loucos, procurando alguém para amar.

reações biológicas da paixão

Isto acontece como forma de assegurar que estamos maduros sexualmente e é preciso encontrar alguém para reproduzir. Entre os efeitos dos hormônios sexuais, além do amadurecimento das células reprodutivas, está a mudança em como vemos as outras pessoas, que a partir de agora viraram potenciais parceiros sexuais.

Olhar

Mas a descarga de hormônios não vai dirigir as nossas preferências. Cada pessoa gosta de um tipo de pessoa. Tem aqueles que gostam dos mais altos ou mais altas, outros preferem pessoas de baixa estatura, algumas querem encontrar uma namorada bem magra, outras já gostam mais que tenha uma gordurinha para pegar e poder abraçar.

como o corpo reage à paixão

Porém, durante a evolução, algumas características acabaram sendo preferíveis a outras e isto ficou impresso em nosso comportamento. Pesquisas revelaram que a preferência por mulheres com quadril largo e homens altos e fortes seriam resquícios do que os nossos ancestrais procuravam.

Mulheres buscavam homens que fossem capazes de alimentar as crianças e a própria mulher, e os homens queriam mulheres saudáveis que poderiam parir os filhos com facilidade. Por isso, existiriam estas características de preferência.

Cheiro

Nada melhor do que lembrar do cheiro da pessoa amada, não é? Você não sabe muito bem descrever que cheiro é este, mas existe algo particular nele. Isto porque cada pessoa é capaz de produzir moléculas que vão diretamente para receptores de cheiro em nossos narizes, que estão diretamente ligados com o cérebro.

reações químicas paixão

O cheiro se torna uma comunicação invisível e informa nosso cérebro como uma precisão perfeita sobre quem é quem. Estas moléculas se chamam feromônios e outros tantos animais também se comunicam através deles.

Toque

Não há amor sem toque. Amores virtuais podem existir, mas sem que haja o contato de pele com pele, é difícil que as paixões se desenvolvam. O toque libera no corpo uma substância ainda cheia de mistérios, mas muito importante na aceitação de outras pessoas, a ocitocina.

A ocitocina é um hormônio produzido na hipófise que tem papel em variados tipos de reações. Ela está diretamente ligada às funções do parto e da gravidez, sendo produzida para estimular a produção de leite materno e aumentar as contrações uterinas na hora do nascimento do bebê.

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Mas um outro papel importante desta molécula é o desenvolvimento do apego e empatia por outras pessoas. Tocar de leve uma pessoa faz com que a hipófise libere oxitocina na pessoa tocada. É um mecanismo antigo, já presente entre os bebês, fazendo com que o vínculo entre as pessoas se dê na proximidade. Portanto, chega junto, mas sem exageros para não assustar o seu gatinho ou sua gatinha.

Beijo, sexo e neurotransmissores

Finalmente chegamos aos finalmentes. O beijo como o primeiro passo para a ligação entre duas pessoas e, quem sabe, o sexo e o prazer de estar junto com alguém. Durante o beijo, nosso cérebro começa a produzir neurotransmissores, que são moléculas que informam de neurônio a neurônio algo sobre o corpo, que nos deixam naquele estágio de escutar “sininhos” quando beijamos a pessoa amada.

Entre estes neurotransmissores estão a dopamina, a noreadrenalina e adrenalina, a serotonina e também endorfina. Esta descarga química provoca diversas reações que vão do batimento cardíaco mais forte, pupilas dilatadas e mais oxigênio no cérebro. O sexo, então, faz com que a produção destas substâncias exploda e ficamos realmente apaixonados, porque a recompensa para o nosso organismo é gigantesca.

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O problema da paixão é que quanto mais forte, mais destes químicos são jogados e estimulam nosso corpo de diversas maneiras. Isto se torna um vício, nos acostumamos com a quantidade de estimulantes e relaxantes em nosso organismo e para nos sentirmos ainda tão apaixonados por mais anos, precisamos fazer um esforço, enganando o nosso cérebro, fazendo com que todos os dias sejam como o primeiro dia de paixão.




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