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A Revolução Verde e a Agricultura Sustentável

27 de Julho de 2017

Foi no fim da 2ª Guerra Mundial que as empresas responsáveis pela fabricação de armas começaram a incentivar a produção e o uso de agrotóxicos como herbicidas, inseticidas e fertilizantes químicos. O motivo? “Resolver o problema da fome mundial”. Revolução Verde foi o nome dado ao aumento nas atividades agrícolas nas décadas de 60 e 70, que além dos agrotóxicos, utilizou também máquinas e manipulação genética. O crescimento da agricultura visava acompanhar a expansão populacional e os recursos limitados para suprir a necessidade da época. Para atingir este objetivo, foi necessário um grande avanço na ciência e nas tecnologias. O objetivo de todas as inovações tecnológicas era alcançar uma produtividade maior através do desenvolvimento de sementes, melhoramento do solo, utilização de químicos e forte mecanização agrícola.

Na linha de frente de combate às diversas pragas agrícolas estão os conhecidos agrotóxicos, que como o próprio nome sugere, não são tão seguros assim. Através do seu uso, os produtores são capazes de prevenir a ação danosa de seres vivos às suas plantações, garantindo a preservação da colheita e uma produtividade maior e mais rápida. Apesar da sua eficiência, seu uso pode trazer sérios prejuízos a quem os consome e à própria natureza. Eles são capazes de se dispersar facilmente através do vento e da água da chuva, poluindo facilmente o meio ambiente. Lixiviação, erosão, contaminação de solos e mananciais, são alguns dos danos comuns causados à natureza com o uso de agrotóxicos. Danos aos humanos podem causar mutações genéticas, além de prejudicar o sistema nervoso, respiratório, endócrino, entre outras alterações.

Créditos: Hedgehog94 | Shutterstock

Diante deste cenário, outras alternativas são necessárias para resolver o salto que o mundo deu na produção agrícola e para se “libertar” da dependência dos agrotóxicos. Estudiosos já afirmam que estamos vivendo a “2ª Revolução Verde”. Este 2º movimento, assim como o primeiro, visa o aumento da produtividade de forma sustentável, e por isso não podemos deixar de destacar a biotecnologia. Nesta 2ª revolução, ela deve se fazer presente principalmente no melhoramento genético, já que um aumento da resistência das plantas em relação ao ataque de pragas, pode eliminar ou reduzir significativamente o uso de agrotóxicos. Plantas que resistem à inundações, à secas, à salinidade, etc, pensadas de acordo com a região que serão cultivadas, serão fundamentais para a redução no uso dos agrotóxicos.

Créditos:  NaturePhotography | Shutterstock

A prática da cultura orgânica também é considerada sustentável. Através de práticas que utilizem o solo, a água e o ar de maneira responsável, que não poluem o ambiente, que reduzem a contaminação e o desperdício dos alimentos e protegem a biodiversidade. Para alcançar a sustentabilidade econômica e ecológica, é necessário proteger o meio ambiente e os seus recursos naturais, a diminuir a utilização de organismos geneticamente modificados e de energia não renovável; utilizando métodos biológicos, culturais e mecânicos. Infelizmente, os produtos orgânicos costumam ser 30% mais caros do que os convencionais, o que de certa forma pode dificultar a sua aquisição para a maior parte da população. Iniciativas e incentivos do Governo são fundamentais para o avanço desta cultura e da sustentabilidade no Brasil e no mundo.

Fonte: Revista Científica do Centro de Estudos em Desenvolvimento Sustentável.


 

 

Fique ligado! Questões sobre este assunto podem aparecer no ENEM e demais vestibulares. Veja abaixo uma questão que caiu na prova do último ano:

A modernização da agricultura, também conhecida como Revolução Verde, ficou marcada pela expansão da agricultura nacional. No entanto, trouxe consequências como o empobrecimento do solo, o aumento da erosão e dos custos de produção, entre outras. Atualmente, a preocupação com a agricultura sustentável tem suscitado práticas como a adubação verde, que consiste na incorporação ao solo de fitomassa de espécies vegetais distintas, sendo as leguminosas as mais difundidas.

ANUNCIAÇÃO, G. C. F. Disponível em: www.muz.ifsuldeminas.edu.br.

Acesso em: 20 dez. 2012 (adaptado).

A utilização de leguminosas nessa prática de cultivo visa reduzir a

a) utilização de agrotóxicos.   

b) atividade biológica do solo.   

c) necessidade do uso de fertilizantes.   

d) decomposição da matéria orgânica.   

e) capacidade de armazenamento de água no solo.   

 

 

Resposta: alternativa c. A aplicação de leguminosas reduz a necessidade de uso de fertilizantes, pois apresentam em suas raízes bactérias que fixam nitrogênio da atmosfera, fornecendo diversos compostos nitrogenados aos vegetais. 




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