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A Ciência do beijo

07 de Dezembro de 2018

Por que nós beijamos? Algumas teorias acreditam que não é somente porque é bom! O ato pode envolver substâncias químicas invisíveis que auxiliam na comunicação e promovem a atração sexual. Entenda o mecanismo completo!

Beijar é estranho. Vamos confessar: nós adoramos, mas se pensarmos bem você está colocando sua boca aberta na boca de outra pessoa, trocando líquidos corporais e bactérias... Parece muito estranho mesmo, não é? Isto indica que deve existir um bom motivo para fazermos isto.

De acordo com pesquisadores de diversas áreas existem muitas boas razões para beijar muito!

Os lábios de humanos são únicos no mundo animal. Eles são expostos (evertidos) para chamar a atenção de parceiros, pois para beijar precisamos de duas pessoas. Um estudo mostrou que 8 em cada 10 mulheres passam batom na cor vermelha e parece que os homens são atraídos por isso. Macacos também chamam atenção com algo parecido, porém, os lábios que eles observam ficam mais embaixo. Evolucionistas propõe que os lábios de humanos surgiram por causa da nova posição bípede que o ser humano arrumou e os lábios ficaram parecidos como as vaginas das fêmeas de nossos ancestrais. A observação sobre a fertilidade entre os humanos começou a ser feita cara a cara.

O beijo dispara uma reação incrível em nosso cérebro e músculos. Cinco dos 12 nervos cranianos são ativados e mais de uma dúzia de músculos trabalham conjuntamente para que um bom beijo aconteça. Um destes músculos, por exemplo, é o mesmo músculo que usamos quando ainda somos um bebê mamando no peito de nossas mães. A amamentação é um momento especial para o ser humano, pois o ato de mamar cria conexões entre mãe e filhos através do hormônio ocitocina.

A memória do uso deste músculo resgata os caminhos para a liberação deste hormônio relacionado com a criação de laços afetivos, portanto o beijo tem um papel muito importante psicologicamente falando e demonstra como a amamentação pode ser o primeiro indício sobre como o beijo surge como um gesto cultural presente em todos os grupos humanos do planeta.

Além disso, o olfato também tem um papel importante durante o beijo. Ao se aproximar para dar aquela "bitoca" gostosa, nossos narizes se aproximam da outra pessoa e sentimos seus cheiros e também recebemos alguns químicos que apesar de indistinguíveis são bem particulares de acordo com os indivíduos (os feromônios).

O hálito também é importante porque ele indica a situação de saúde da pessoa beijada. Em muitas culturas, o beijo é registrado como primeiramente uma experiência olfativa, como o beijo de esquimó.

Para se ter uma ideia de que o beijo é tão importante, basta observar que os neurônios relacionados com a sensação da área dos lábios é incrivelmente maior que os neurônios do córtex somatosensorial relacionados com as genitálias.

Ainda sobre as experiências do beijo em nosso cérebro, o primeiro deles traz para o nosso corpo uma avalanche de novidades. Há um grande influxo de dopamina para o cérebro no mesmo caminho que algumas drogas estimulantes fazem. Ou seja, o beijo é com um antidepressivo. A adrenalina e noradrenalina se espalham na corrente sanguínea e seu coração bate mais forte, mandando uma quantidade maior de oxigênio para o cérebro. Além de fazer as pupilas dilatarem, o que pode ser um motivo para fecharmos os olhos enquanto nos beijamos.

Também há uma descarga de endorfina pela hipófise, que leva a um estado de euforia e a sensação de que o tempo passa de forma diferente. Outro benefício do beijo observado por pesquisadores é de que se dado durante vários dias seguidos, ele diminui o produto químico relacionado com o stress, o cortisol.

Portanto, beijar faz muito bem à saúde. Cria laços entre as pessoas e não depende de cor, sexo, religião, classe social ou posição política para deixar alguém mais feliz!




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