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Nuvem de bactérias vive ao nosso redor!

05 de Outubro de 2015

Um crime acontece e os legistas procuram por marcas de impressões digitais e materiais que contenham amostras de DNA, para identificar o criminoso. Este procedimento da criminologia pode receber um aliado. Pesquisadores da Universidade de Oregon descobriram que cada pessoa possui uma "nuvem" de microbiota própria, uma combinação de bactérias e fungos única.

Nós abrigamos uma grande diversidade microbiana dentro e sobre nossos corpos. Mais de mil espécies diferentes de bactérias são conhecidas como moradoras do corpo humano. Como os experimentos do estudo foram realizados com pessoas saudáveis, ​​e que não tinham tomado qualquer antibiótico por pelo menos quatro meses, elas não estavam com uma microbiota alterada por doenças ou medicamentos.

As bactérias que possuem associação com os humanos podem ser encontradas facilmente em superfícies, na poeira, e como bioaerossóis - pequenas partículas que carregam microrganismos ou que são eliminadas por seres vivos - e ficam flutuando pelo ar. Elas podem se dispersar, por exemplo, pelo contato humano direto com superfícies; emissão de partículas em forma de bioaerosol vindos da nossa respiração, roupas, pele e cabelo.

Um banho de microrganismos. Foto: James Gathany

Estudos anteriores já afirmavam que as pessoas podem deixar "assinaturas bacterianas", com peculiaridades que permitem indicar quais partes específicas do corpo, e que tipos de contato, foram os responsáveis por deixar os rastros nas superfícies.

Os dados da pesquisa deixaram claro que ambientes ocupados possuem microrganismos diferentes daqueles sem ninguém. Também mostraram que indivíduos ocupando um espaço podem deixar uma distinta composição de microrganismos no ambiente, mesmo que a pessoa se mova pouco por ele, como, por exemplo, alguém sentado em um escritório.

A partir dos resultados, obteve-se uma imagem mais clara das taxas de propagação das bactérias, dados sobre como fazer a identificação dos indivíduos - a partir do que era coleta -  e o destino da nuvem microbiana no ambiente.

Perceberam que havia diferenças entre as comunidades bacterianas de cada pessoa, nas espécies de báctérias e quantidade proporcional delas, sendo então fácil distinguir as amostras dos diferentes indivíduos do experimento.

Os pesquisadores acreditam que os resultados podem, num futuro próximo, fornecer novas compreensões a respeito de como algumas doenças se espalham por ambientes densamente habitados, como os prédios. Mas reconhecem que ainda são necessárias mais pesquisas para que se alcance a aplicabilidade forense, para ajudar a detectar, por exemplo, se alguém esteve ou não em alguma sala, e até mesmo identificar um criminoso. Os padrões encontrados no estudo são suscetíveis a mudanças em caso de multidão, ou se for um espaço interior grande, ou até mesmo na presença de muita poeira anterior sobre superfícies.

Fonte: Süeddeutsche Zeitung

 

 




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